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IAM lembra donos para vacinarem os seus cães contra a raiva

As Nações Unidas designam o dia 28 de Setembro, todos os anos, como “Dia Mundial da Raiva”, visando a vacinação anti-rábica, aumentando a consciencialização da sociedade para a raiva e a prevenção de mordeduras de cães. Tais são as formas mais económicas e efectivas para prevenir a raiva humana. Em resposta à defesa relevante, o Insituto para os Assuntos Municipais (IAM) apelou aos donos de cães para prestarem atenção à importância de prevenir a raiva e vacinar regularmente os seus cães contra a raiva. Ao mesmo tempo, os cidadãos são lembrados a evitar o contacto com fontes desconhecidas ou animais selvagens. Se forem acidentalmente mordidos ou arranhados por um animal, devem lavar imediatamente a ferida com água e sabão várias vezes e ir ao hospital para tratamento adequado o mais rápido possível.

A raiva é uma doença contagiosa entre seres humanos e animais. Trata-se de uma enfermidade infecciosa aguda que afecta o sistema nervoso central, causada pelo vírus da raiva. Os humanos, cães, gatos e outros animais de sangue quente podem ser infectados e, havendo os sintomas do contágio, pode ser fatal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a raiva ainda está disseminada em todo o mundo, e cerca de 60 mil pessoas morrem a cada ano. Os cães são a principal via de transmissão da raiva e quase 90% das infecções humanas são causadas por mordeduras caninas. No entanto, a raiva é uma doença evitável e controlável. A ampla vacinação dos cães pode prevenir eficazmente a propagação da raiva. Portanto, as Nações Unidas definiram o dia 28 de Setembro de cada ano como "Dia Mundial da Raiva", apelando a todos os países para que dêem importância ao problema da raiva, prevenindo a propagação da doença através da gestão de grupos de cães e da vacinação dos cães, para garantir a imunidade das matilhas, bem como fornecendo serviços de prevenção e cuidados para quem seja mordido, com vista a atingir a meta de eliminação da raiva a nível global em 2030.

De acordo com registros históricos, a raiva também ocorreu no território. Com os trabalhos realizados durante muitos anos, desde a década de 80 do século passado, não tem havido mais infecção humana ou animal por raiva em Macau. Ao longo dos anos, o Governo tem promovido o trabalho de prevenção anti-rábica no território, incluindo a aplicação do regime de responsabilidade dos donos e, de acordo com as disposições da Lei n.º 4/2016 - Lei de Protecção dos Animais, os donos devem pedir a licença para os seus cães que tenham completado três meses de idade, assumir os deveres legais, cuidar dos cães providenciando os meios necessários para prevenir e tratar doenças contagiosas, nomeadamente a vacinação periódica dos cães contra a raiva. Actualmente, Macau está a implementar a vacina anti-rábica com um período de imunização de três anos. Os donos podem levar os seus cães ao Canil Municipal de Macau e ao Canil Municipal de Coloane para vacinação. Além disso, o IAM também realiza um programa de vacinação entre os meses de Janeiro e Fevereiro de cada ano. São ainda criados "Postos ambulantes de serviço para pedido, levantamento e renovação da licença para cães" em várias zonas de Macau para tornar mais conveniente todo o procedimento relativo a licenças e vacinação. Desde 2016, o IAM aplicou mais de 30 mil vacinas contra a raiva a cães e gatos e não parou de divulgar aos donos a relevância da vacinação, para prevenir a raiva na sua fonte. Entretanto, através de medidas como a gestão de animais vadios, tem controlado o risco de transmissão da doença contagiosa entre seres humanos e animais. 

Além disso, a Lei n.º 7/2020 - Lei de Controlo Sanitário Animal entrou em vigor em 1 de Setembro do corrente ano, complementando, com mais um passo, o regime legal de prevenção de doenças epizoóticas, sendo a raiva uma das doenças relevantes, sujeitas a declaração obrigatória legal de Macau. Os veterinários estão obrigados a declarar, identificando-se e no prazo de 24 horas, ao IAM ou CPSP, a ocorrência de raiva de que tenham conhecimento ou suspeitas, no exercício das suas funções. No futuro, o IAM continuará a reforçar o trabalho relativo ao controlo e prevenção da raiva, a fim de evitar o perigo causado pela raiva a animais e cidadãos e assegurar a sanidade pública.

IAM lembra donos para vacinarem os seus cães contra a raiva
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